Discopatia, um ano depois e trip Cipó, Baú de Minas e Lapa do Seu Antão em Minas Gerais.

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Discopatia, um ano depois

Em julho minha lesão na coluna fez aniversário de 1 ano. O que eu aprendi com ela? Tudo.

Aprendi que devo viver 1 dia de cada vez, fazendo tudo com menos intensidade, (inspira e expira), aprendi a viver mais devagar e aos poucos, desfrutando poder estar ali, naquele momento!

Nessa fase o Pilates foi restaurador, me proporcionando uma vida mais saudável e normal a cada dia. Indico demais, não só para quem tem algum problema na coluna, mas para todos os escaladores. Os exercícios fortaleceram meu CORE, aumentaram minha consciência corporal e me deixaram mais forte e confiante. Muito obrigada às professoras Nathalia e Fernanda, vocês me ajudaram e continuam me ajudando demais!


Novo exercício na aula de Pilates da Fernanda. Foto: Gab Rodrigues.

Se ainda tenho dor? Sim. Mas estou conseguindo administrar. E…
O que mudou na minha escalada? Praticamente tudo. 
Como fui voltando a escalar aos poucos e com muito mais cuidado para não machucar as costas, sinto que foi quase como começar de novo. Voltei escalando no Pico do Colorido, onde a escalada é forte (a via mais fácil é um 7a) e a formação do arenito é diferente, com muitas agarras de pé difíceis ou, em algumas passagens, inexistentes.


Via Expresso do Amanhã (projeto), Pico do Colorido (SP). Foto: Rafael Rodrigues.

Imagem acima: Malhando o crux da via O Grande Dragão Branco 9b, Pico do Colorido (SP). Imagens: Rafael Rodrigues.

Mas apesar de ter saído da escalada por um tempo, ela não saiu de mim e para minha surpresa, saíram cadenas inesperadas nos últimos meses. A Planeta dos Macacos 9a e O Grande Dragão Branco 9b, ambas no Pico do Colorido e a Distúrbios na Malandragem 8c, no Cuscuzeiro.


Imagem acima: Depoimento emocionado depois da cadena da via O Grande Dragão Branco 9b, Pico do Colorido (SP). Imagens: Rafael Rodrigues.

 

Como eu costumo dizer “a escalada sempre me surpreende”! E isso me dá motivação para continuar focada e treinando!

 

 

Trip Cipó, Baú de Minas e Lapa do Seu Antão em Minas Gerais.

Como o Rafa (meu marido e companheiro de escaladas) também estava lesionado, ficamos muito tempo sem viajar pra nenhum pico de escalada. Com as férias chegando, sentimos que era um bom momento de viajar e sentir como ia nossa recuperação. Marcamos uma trip com os amigos Hugo Ádria.

Eu gostaria de agradecer demais a Deuter! Sem o apoio de vocês, essa viagem para mim não teria existido. Obrigada pela atenção e pelo carinho de sempre! É uma honra e uma felicidade fazer parte desse time!

Nossa trip durou 10 dias e foi muito legal! Passamos 3 dias na Lapa do Seu Antão, entrando nas vias que a gente gosta e naquelas que estávamos tentados a conhecer. Conhecemos o setor novo chamado Quilombo que é muito legal e adoramos a sombra e o visual do lugar.


No Setor Quilombo, com minha mochila Gravity da Deuter! Foto: Rafael Rodrigues.

 


Natureza incrível do Setor Quilombo, na Lapa do Seu Antão (MG). Foto: Rafael Rodrigues.

 

Pudemos conhecer o Baú de Minas e realizar o sonho de escalar na Onda de Calcário! INCRÍVEL! Adoramos a via Rayovac! Linda, “negativona” e “potente”. Exige técnica e resista, bem o estilo de via que eu gosto!


Via Rayovac 8c, na Onda de Calcário, Baú de Minas (MG). Foto: Hugo de Souza.

E, depois de um dia de descanso, partimos para o Cipó! Ah o Cipó… como disse um amigo uma vez “Cipó é o poder”… e duas coisas me deixaram feliz nessa trip ao Cipó:

Conhecer e escalar no Setor Rock Master com a querida Maíra Vilas Boas! A vibe foi tão boa que resolvemos fazer imagens e editar um vídeo!

 

Poder repetir a primeira parte da via Heróis da Resistência (9a) e isolar o restante (9c), com a ajuda das costuras do Doutor (que tava malhando a Super Heróis) e com os betas precisos do Rafa! Foi emocionante, quase não acreditei que eu estava ali.


Imagem acima: No final da via Heróis da Resistência 9c, Grupo3, Serra do Cipó (MG). Foto: Rafael Rodrigues.

Foi divertido também aproveitar que já estava ali e subir um pouco mais pra conhecer a Super… haja resistência pra conseguir juntar tudo!

Pela primeira vez em um trip de escalada, a prioridade foi terminar o dia sem lesão, ao invés de conseguir aquela cadena a qualquer custo. Isso à primeira vista parece triste, mas ao mesmo tempo te liberta e te deixa mais à vontade para se divertir. Escalada sem pressão!

Eu não sei, a gente sempre acha que a última trip foi a melhor, mas essa sensação ficou nessa viagem, por causa da vibe do casal Hugo e Ádria! Foi realmente terapêutico escalar e rir o dia todo com vocês! Vibe “boademaisdaconta” sô!!! Obrigada!!!


Vibe!!! Selfie na Lapa do Seu Antão (MG)

Preciso MUITO agradecer a Deuter, por essa trip incrível! E também as outras empresas que apoiam o EscaladaINT e nos proporcionam escalar com qualidade e confiança: Santa Barbara ImportsFive Ten BrasilTrango BrasilBeta Stick, Esparadrapo MuellerHipnose – saco de magnésio diferenciado e 4climb!

Queria finalizar dizendo duas coisas:

1. Para meu parceiro e amor, Rafa Rodrigues: minha escalada só é feliz e evolui porque você tá comigo! Obrigada por tudo!


Rafa me passando os betas da via Rayovac, na Onda de Calcário, Baú de Minas (MG). Foto: Hugo de Souza.

 

2. Não deixe de ir ao Cipó porque você não se sente treinado o suficiente. O Cipó tem vias para todos os gostos e todos os graus. Se você tá treinado, você escala “`a muerte”. Mas se você não está, a viagem será seu treino!

 

Boas escaladas e lembre que “o melhor escalador é aquele que mais se diverte”!